Ana Paula Rodrigues Medeiros - anamedtour Guia de Turismo, Pedagoga e Especialista em Educação
A convite das minhas amigas Professoras da Educação Infantil do Colégio Municipal Pelotense mais um ano os alunos foram presenteados com um passeio pedagógico para conhecer mais um pouquinho do que a Cidade de Pelotas lhes reserva.
Desta forma fica fácil perceber a intenção, a preocupação que as Professoras tem com a aprendizagem das Crianças, em relação à Cidade - já que procuraram realizar um passeio orientado por uma Guia de Turismo cadastrada na EMBRATUR/CADASTUR e ESPECIALISTA EM TURISMO PEDAGÓGIO tendo em vista desenvolver o tour em uma linguagem infantil, adequada a faixa etária das crianças.
Nosso Roteiro abrangeu praticamente três bairros: Centro, Zona do Porto e Areal.
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Olha só a carinha destes pequerruchos , cheios de expectativas, bem animados... Após entrarem no Expresso Quindim já queriam partir... Bem mas vejam só quem já estava bem alinhado e recepcionou carinhosamente em seu ônibus a criançada, com seu inseparável quepe foi o nosso "motora" seu Chico popularmente conhecido como "Seu Quindim".
Mas vejam bem, tão incentivadas tanto quanto as crianças estavam é claro a Guia Ana e as Professoras Rosi e Marta que foram muito persistentes para realizar o passeio deste ano, pois a agenda dos passeios estava praticamente lotada, mas o dia D finalmente chegou.

Visitamos o Centro Histórico e a Av. Domingos de Almeida até chegarmos a segunda parte do nosso passeio.
A gruta já identifica em qual Atrativo Turístico do Areal já estávamos chegando - certamente é o Solar Museu da Baronesa - ela em estio de labirinto com pedras de quartzo (contam que vindas de carroça de Quaraí)
Nossa algumas barriguinhas já estavam roncando, anunciando que já estava mais que na hora da merenda. As crianças se organizaram para o lanche coletivo. Escolheram a sombrinha de uma árvore e saborearam a merenda em grande estilo - como se estivessem em um piquenique
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Tempo livre para brincar um pouquinho e é claro que cliques não faltaram. Logo depois organizamos as crianças para que pudessem realizar a visitação interna na "casa da Baronesa" e descobrir o que reserva cada cômodo.
A cada espaço que as crianças passavam ficavam admiradas, comparavam com as de suas casas, achavam enormes... O quarto dedicado as crianças sem dúvida chamou muita atenção - novamente as comparações foram inevitáveis.
Quase que não conseguiram visualizar o algibe localizado no pátio interno da casa - o qual era responsável pela captação de água, mas ficaram encantados com a namoradeira - com digamos o design, bem como, qual era sua função .
Falamos muito na Baronesa, mas encontramos a "estatua" do dono da casa, o Barão de Três Cerros. Este legado deixado pelos Barões, certamente oportuniza que as crianças desde a mais tenra idade, através das aulas passeio orientadas por uma profissional de Turismo - Guia/Embratur proporcione uma vivencia.
Vivência esta, relacionada a um pouco da história, da cultura de uma Princesa que se desenvolveu principalmente economicamente da fortuna que girava em torno da venda do charque, e é claro de um grande período escravagista.
De forma oportuna todos vão percebendo que a "vida" de outrora foi importante para a qual vivenciamos hoje. Foi inevitável, por intermédio da visitação que as crianças começam a realizar as mais variadas comparações, descobrirem histórias e a evolução dos tempos socioeconomicamente.
No banheiro, por exemplo, descobriram como antigamente era o funcionamento do "troninho", porque não havia chuveiro como encontram em suas casas, etc, etc, etc...
O espaço do oratório, o qual não era original da construção da casa, da época do casamento dos Barões Amélia e Aníbal em 1864, mas hoje faz parte do acervo, assim como, o prato o qual foi utilizado pela Princesa Isabel quando visitou a Cidade- uma louça especial...
O famoso salão de festas onde contam que eram realizados os saraus... Uma mobília a qual certamente encanta a todos - as crianças, todas, sem exceção queriam mesmo era, se pudessem, tocar piano...
A sala azul, assim denominada nos remete a perceber a fusão da vida urbano/rural daquela época (sec.XIX). É uma construção digamos que com uma base aquadradada ( 22 cômodos fascinantes) e na parte superior uma linda camarinha - certamente observa-se traços desde o colonial brasileiro expandindo-se ao neoclassico.
Na sala vimos o lustre, o espelho (estilo Luís XV), a mobília como um todo é sem dúvida uma oportunidade ímpar de conhecer o que um Museu de usos e costumes do Rio Grande do Sul nos reservou de uma época de grande glamour da nossa Princesa.
Nem imaginam que ao fundo do casarão iremos ver a famosa torre de banho onde encontramos azulejos de origem européia, bem como uma banheira com fundo de mármore.
Bem, já era hora de visitarmos a parte externa do Solar, a Profª Rosi sempre animada com seus alunos, participavam bem animados desde o início da trilha, assim como, a entusiasmada Profª Marta dando uma atenção especial às crianças, as quais divertiram-se muito.
Isto tudo porque fomos passear pelos jardins ao estilo francês (com um belo chafariz).
Brincar com as crianças, por onde os filhos dos Barões conviveram naquela época, é certamente resgatar a história de outrora, mas certamente também deixaram uma história nesta propriedade visto que ouviram, questionaram, compararam, palmilharam e se divertiram na atual pracinha.
Ora, ora é uma pena, mas nossas quatro horas de aula passeio já estavam chegando ao fim... As crianças ecoavam "o grito de guerra do Expresso Quindim": EXPRESSO QUINDIM DIM DIM DIM!!! e já se preparavam para degustar os mais saborosos quindins momentos antes mesmo de chegar ao Colégio. Mil Beijokas...

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